Python Ball – Python regius

A Espécie Python regius (Shaw, 1802) é uma das 41 espécies de Pitons conhecidas que compoõe a família Pythonidae, popularmente chamada de Piton Bola (Python Ball) ou Piton Real (Python Royal). Natural das regiões de pastagens secas, savanas e bordas de florestas abertas da África Central e Ocidental. São animais de comportamento mais ativo durante o amanhecer ou alvorecer, desenvolvendo a maior parte de suas atividades durante a noite. Geralmente são encontrados durante o dia sob o solo ou tocas embaixo da terra além de serem animais de vida solitária (De Vosjoli et al, 1995).

São animais que podem ter o tamanho corporal variando entre 1,0 até 1,5 metros, com relatos de alguns exemplares que chegaram até 1,8 metros. Geralmente nascem medindo de 25 a 43 cm. As fêmeas adultas nessa espécie geralmente são maiores que os machos (Barker e Barker, 2006). Sua coloração geralmente se apresenta como manchas marrons delineadas por uma faixa esbranquiçada delimitados por faixas de cor preta. O vente possui cor branca, marfim ou acinzentada. Podem apresentar algumas variações de cores raras geralmente ocorrendo em cativeiro (De Vosjoli et al, 1995)

É uma espécie de serpente ovípara. Geralmente colocam seus ovos entre fevereiro a abril (estação seca) e o período de incubação dura em cerca de 7 a 8 semanas. O período de gestação dos ovos pode durar de 44 até 54 dias e as fêmeas podem colocar de 4 até 11 ovos por ninhada. As fêmeas permanecem no ninho até a eclosão dos ovos, e os filhotes nascem totalmente independentes, embora permaneçam próximos durante meses. As fêmeas tendem a perderem muita massa durante o período de incubação dos ovos, pois alimentam-se pouco e gastam boa parte de sua energia mantendo o ninho aquecido e úmido, tornando as condições ideais para o nascimento dos filhotes (Aubret et al, 2002).

São animais que possuem longevidade média na natureza de cerca de 10 a 15 anos. Já em cativeiro ou criadouros a expectativa é dobrada, podendo atingir de 20 à 28 anos de vida média com relatos confirmados de exemplares da espécie que viveram até os 47 anos de idade (Bartlett et al, 2001).

O nome popular da espécie advém de um mecanismo de defesa desses animais, onde a Piton, diante de uma ameaça/predador, enrola seu corpo musculoso e deixa a cabeça ao centro, mecanismo que lembra a forma esférica de uma bola, de onde provém o nome (De Vosjoli et al, 1995). São caçadoras natas e a visão/olfato desempenham a maior parte das funções na hora da detecção das presas. São bastante sensíveis a luzes

ultra-violetas e por isso algumas pesquisas apontam que essa sensibilidade as auxilie no momento em que estão rastreando trilhas de cheiros de suas possíveis presas, além é claro, de contarem com seu olfato aguçado (Sillman et al, 1999).

Alimentan-se quase que exclusivamente de roedores, e em sua dieta, várias espécies de ratos estão incluídas. Como são serpentes de corpo pesado, geralmente caçam pelo método de emboscada, onde aguardam suas presas passarem por determinado local para que possam captura-las e imobilizá-las com seus corpos pesados e potentes. Geralmente matam suas presas por constrição, mas dependendo do tamanho do roedor capturado podem subjuga-los rapidamente e ingeri-los ainda vivos (Ott e Secor, 2007). Possuem naturalmente poucos predadores, onde os mesmos incluem aves de rapina, alguns mamíferos carnívoros e até mesmo o homem. Casos de predação em Pitons Bola acontecem com maior frequência em indivíduos ainda jovens (Greene, 1997).

A importância econômica dessa espécie de serpente gira em torno de vários vieses. A principal atribuição a essa espécie é principalmente o controle natural das superpopulações de roedores que causam prejuízos a grandes plantações ou armazenamento de cereais. A magnitude desse benefício é tamanha que algumas estimativas sugerem que a economia que essa espécie traz ao se alimentar desses roedores está na casa dos milhões de dólares. A exportação da espécie ainda é muito discutida, pois a maior parte da aquisição de Pitons Bola ainda provém da exportação ilegal. Algumas comunidades onde essa serpente ocorre naturalmente ainda a utilizam como fonte de alimento e em alguns locais da África, essa espécie é tida como um animal sagrado (De Vosjoli et al, 1995).https://shopanimal.com.br/

Fontes